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Amor às Kuartas

Aqui fala-se de amor às quartas-feiras

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Amor às Kuartas

21
Jun17

All we need is love!

Kalila

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Este é um blog sobre o amor. Hoje venho falar da falta dele. De nenhuma forma em específico. Dele... na generalidade.

Estivemos de luto, seja lá isso o que for em termos nacionais. Assistimos a tragédias, dramas, perdas de vidas, de bens, de paisagens e ao horror. Sofremos como se fosse connosco, chorámos, tivemos insónias solidárias e apoquentámos-nos quase tanto como quem sofria na pele. E temos grandes corações! Mal foi pedido aí estamos todos a contribuir até já não haver armazém que chegue! Somos bons, solidários, ansiamos ajudar, revemos-nos nos sofredores e, no desespero e raiva deles, refletimos os nossos, procuramos culpados, apontamos defeitos e escrutinamos falhas. A explicação é fácil: somos portugueses.

A comunicação social manteve-nos informados, incrédulos e chorosos. Dos vários canais ao dispor tratámos de crucificar uns e maldizer outros, deve ter havido também algum louvor mas juro que não vi nenhum. Tão fácil que é criticar mesmo com desconhecimento de causa ou até completa ignorância! Temos tanto amor solidário, tanto carinho para dar, tanto temperamento português para pôr à prova, porque será que nos falta tanta consideração por quem nos informa, por vezes de forma quase desgraçada?

Há toda uma engrenagem no mundo das notícias, muito quem não a compreenda, o serviço pode ser péssimo ou excelente mas o resultado é sempre o mesmo: falta de compreensão por imprevistos, falhas de conteúdo, esforço exagerado e até dúvidas morais, no calor dos acontecimentos. Não deve ser fácil ser profissional de informação onde falta tanto, até o amor. Vemos, gostamos e apreciamos ou não mas não vi uma única palavra abonatória, apenas e só o contrário.

Será a nossa comunicação social assim tão má ou falta-nos um bocadinho de compreensão, de complacência e de brandura?

Falta-nos amor!

E não só em questões desta natureza. Opinamos em tudo, somos todos donos da razão. Nem nos damos ao trabalho de fundamentar as nossas posições, simplesmente dizemos mal, porque sim, porque é o que pensamos e nem nos preocupamos em saber o porquê das coisas!

Falta-nos amor! Quem ama perdoa, não fica com raiva nem ressentimentos por qualquer coisa! Quem ama o mundo aceita-lhe as falhas porque não se ama só pela perfeição!

E o mundo somos todos, quem informa, quem vive as coisas, quem só assiste, quem estuda os assuntos e até quem faz coisas parvas porque simplesmente achou na altura que era o melhor a fazer. 

Não concordamos com o que foi dito, feito ou concluído? Pois discordemos! O que nunca é necessário é menosprezar, achincalhar e ofender!

Começa por pequenas coisas, de somenos importância mas não menos brandura nossa: a ação de alguém, o que foi dito em face do momento x, o que alguém comentou a propósito de y, o que algum famoso resolveu partilhar, o que se consta, sem procurar saber se é verdade... Parece que estamos todos desejosos de destilar venenos em raivas e ódios colossais. O que é isto, afinal???

Somos um pequeno pedaço do mundo, estivemos sempre na cauda de várias coisas, não só da Europa, agora de repente somos vanguardistas do que há de pior na natureza humana?! Não é que isto não aconteça também no resto do mundo mas se conseguíssemos medir estaríamos seguramente nos primeiros lugares!

E porquê? Porque somos portugueses e tacanhos? Ou porque a nossa inteligência é tanta e tão desmedida que não cabe em nós e tem que ser bradada aos quatro ventos sem dó nem piedade?

Muito sinceramente, não costumo andar muito por dentro deste tipo de coisas de raivas e guerrinhas que para mim são disparates e nada mais do que isso. Agora vi-me confrontada com isto sem querer em face dos acontecimentos. Afinal não se guerreia só por motivos fúteis, até a tragédia e a mágoa servem para os mesmos propósitos!

Irra! 

AMEMOS-NOS MAIS UNS AOS OUTROS, POR FAVOR!

(imagem Pinterest)

 

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